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(pt) Spaine, Regeneracion: Uma avaliação política do dia de luta de 15-0 Por BATZAC - JOVENTUTS LLIBERTÀRIES (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Mon, 12 Jan 2026 07:53:04 +0200
1. Introdução ---- Nós, do Batzac Joventuts Llibertaries, fazemos uma
análise política crítica, no formato de uma avaliação da greve de 15-0,
com a intenção construtiva de aprofundar o debate estratégico e
revolucionário rumo ao socialismo libertário. Com esse objetivo em
mente, entendemos os espaços de auto-organização da classe trabalhadora
como protagonistas de nossa emancipação e, por isso, direcionamos esta
avaliação a todo esse espaço. Além disso, também a direcionamos a
qualquer outra organização política com a intenção de pensar e avaliar
estrategicamente a situação atual.
Entendemos a greve de 15-0 como um dia de luta, e não tanto como uma
greve geral. Nossa reflexão busca situar a greve geral como instrumento
fundamental da classe trabalhadora, criticando a abordagem da greve de
15-0. Contudo, também queremos destacar seus êxitos. Com isso,
compreendemos os sucessos organizacionais do espaço unitário da
"militância revolucionária" e criticamos a lógica movimentoista da greve
geral, apostando numa abordagem estratégica da greve pelo sindicalismo
revolucionário.
2. Avaliação positiva
Como já dissemos, a juventude libertária da Catalunha avalia
positivamente a greve geral de 15 de outubro, entendendo-a como um dia
de luta. Em primeiro lugar, queremos destacar a predisposição da
organização popular desde o ataque à flotilha em 2 de outubro. Nossa
avaliação positiva baseia-se nos seguintes motivos:
Primeiro, a organização de vários setores da classe por meio de comitês
de bairro, distrito ou cidade. Essa ferramenta permite organizar
politicamente um território específico e inserir nele o protesto da
mobilização específica, tornando-o, assim, um espaço de auto-organização
do território em questão. Apesar das limitações óbvias, como sua curta
duração, encontramos a capacidade de inserir a luta no cotidiano das
diferentes pessoas que compõem a classe trabalhadora. Esta ferramenta,
utilizada outras vezes recentemente, demonstra o seu potencial como
espaço de organização, mobilização e ampla participação da base social,
elementos essenciais para a criação de espaços de organização de classe
que consolidem um senso comum revolucionário. Apesar disso, ainda
carecem de profundidade e alcance: como se coordenam e se organizam
entre si, e a que respondem? Defendem o interesse de classe? Questões
que precisarão ser resolvidas nos espaços de disputa política, lado a
lado com nossos camaradas de luta.
Além disso, demonstra a capacidade que temos de avançar juntos, a partir
de uma agitação e organização específicas nos locais de trabalho,
centros de estudo, bairros, vilas e cidades. É precisamente essa
organização transversal que possibilita os sucessos em termos
organizacionais e de mobilização.
Em segundo lugar, porque foi uma demonstração da capacidade que
possuímos se organizarmos todos os setores da militância revolucionária
em espaços unitários. Isso se confirma pelo fato de que, apesar do pouco
tempo disponível para preparação e da falta de trabalho de base, o dia
transcorreu conforme o planejado.
O dia 15 de outubro foi o culminar de vários dias de luta que serviram
para colocar a perspectiva de classe do genocídio palestino no centro da
agenda política e demonstrar que, em todo o território, a classe
trabalhadora estará ao lado do povo palestino sempre que necessário,
sentindo que a luta internacionalista é o caminho que nos libertará de
toda opressão.
3. Crítica à abordagem da greve
Contudo, como já afirmamos, é necessário fazer uma avaliação política
crítica. Para nós, a greve é uma ferramenta política da classe
trabalhadora, utilizada para conquistar, para avançar como classe
organizada, para amadurecer um senso comum revolucionário e, em última
instância, para se aproximar do comunismo libertário. Consideramos que,
neste caso, há uma perda de significado em relação à greve.
Nesse contexto, a frase por excelência que precisa ser recuperada é:
greves não são convocadas, são conquistadas. Daqui surge uma questão
fundamental que precisamos esclarecer para tentar superar as falhas que
nos inclinam a esses ciclos de movimento que consideramos
autossuficientes: o que significa vencer?
Muitas vezes, nos vemos bombardeados com respostas simples e
redundantes, talvez necessárias para manter o sentido da luta. Vencer é
fazer a revolução social, acabar com o capitalismo como sistema de
dominação, em suma, vencer é viver o comunismo. Mas, embora não devamos
perder de vista esses novos objetivos, para alcançá-los, precisamos
primeiro mirar mais alto e refinar especificamente: o que significa
vencer, neste caso, uma greve geral neste contexto?
Em nossa opinião, o 15-O, mais do que uma greve geral, permaneceu apenas
um dia de luta, pois acreditamos que a abordagem adotada não foi a
correta para organizar, convocar e vencer uma greve geral. Acreditamos
que devemos superar certas limitações para garantir que a greve
convocada seja vencida e nos permita avançar como classe organizada.
Sindicalismo
Contudo, apesar do relativo sucesso da forma de comitês territoriais,
esses espaços apresentam limitações estratégicas em termos de garantir o
sucesso da greve e, portanto, necessitam da mobilização do sindicalismo,
que, em nossa opinião, falhou.
Nesse setor, a adesão foi muito baixa. Na Educação, por exemplo, o
Ministério da Educação estimou que apenas 1,83% do total de funcionários
aderiram à greve geral em solidariedade à Palestina. Esses números são
absurdos e alarmantes, e revelam as lacunas que precisam ser preenchidas.
Como greve geral, o 15-O representa um fracasso político do sindicalismo
por dois motivos. A primeira, evidente pelos números, é a falta de
mobilização efetiva, ou seja, a incapacidade de mobilizar a classe
trabalhadora nos locais de trabalho; e, por outro lado, a falta de
objetivos concretos e claros com uma direção revolucionária. Duas falhas
palpáveis que certamente resultam do mesmo problema, que poderíamos
resumir na falta de sentido e de uma direção revolucionária efetiva do
sindicalismo.
Apesar da crescente mobilização popular que ocorreu nos últimos anos em
direção a sindicatos habitacionais e espaços de luta mais focados em um
local ou problema específico, o sindicalismo estagnou na mera
sobrevivência. Uma tendência que podemos ver mudando gradualmente com o
crescente número de filiações dos anarco-sindicatos em nosso território.
Para compreender plenamente os fracassos políticos da luta de 15 de
outubro, é necessário entender a justificativa por trás da necessidade
política de construir um sindicalismo de massas, efetivo e com uma
liderança revolucionária.
O significado político da greve geral
O fracasso estratégico da mobilização pela mobilização reside em
acreditar que a mobilização da classe trabalhadora já possui, em si
mesma, um potencial político. Contudo, mobilizar por mobilizar não nos
serve. Como classe trabalhadora, ao vendermos nossa força de trabalho,
temos o poder de interromper ou reduzir a produção e reprodução do
capital. Portanto, uma greve é uma expressão organizada com o objetivo
específico de exercer essa capacidade política que possuímos.
Por essa razão, uma greve geral é uma ferramenta da classe trabalhadora
que nos serve, entre outras coisas, para atingir dois objetivos: o
primeiro, em sentido material, para obter concessões da burguesia:
reformas, melhorias parciais ou melhores condições. O segundo, em
sentido simbólico, para a hegemonização de um senso comum revolucionário
que demonstre a capacidade do nosso poder de classe. Em suma, é uma
ferramenta para podermos conduzir o sentido da luta de classes na
direção que desejamos, ou, em termos mais épicos: para mover o leme da
história. Esta última implica questionarmo-nos se, aqui e agora, temos o
poder de mudar as nossas condições de vida imediatas, por que não
seríamos capazes, em última instância, de pôr fim ao sistema que nos
oprime? Uma questão que devemos repetir a nós mesmos até a
internalizarmos, até acendermos em nós e em toda a sociedade um espírito
de luta que, movido pelo amor a uma vida melhor, sem genocídios nem
exploradores, seja capaz de avançar rumo à emancipação de todos os
trabalhadores.
Contudo, sem uma direção clara, sem um objetivo específico em mente, uma
greve perde o seu potencial estratégico como instrumento revolucionário
e pode facilmente cair na inércia da mobilização, transformando-se num
dia de luta. O triunfo do dia de luta é levar muita gente às ruas, gerar
conflito, fazer-se presente, etc. O triunfo da greve geral é conseguir
interromper a produção e reprodução do capital, tornando evidente a
capacidade de ação política da classe trabalhadora para concretizar as
suas reivindicações. Por outras palavras, implica ter um objetivo
específico, claro e cumulativo.
Dito isso, vemos claramente que a greve de 15 de outubro evidencia
certas deficiências políticas da luta revolucionária contemporânea.
Algumas deficiências palpáveis na luta do sindicalismo operário, que se
cristalizam na nossa incapacidade de romper com os ciclos de mobilização
pela mobilização. Deficiências que, para superarmos, exigem uma análise
crítica das mobilizações, questionando-nos: abalamos os órgãos do
capital? Representamos uma ameaça aos patrões? Quem avançou com esta
greve geral? Que projeto político ela permitiu progredir? Nós, a classe
trabalhadora, estamos mais fortes e organizados após esta greve?
Será que conseguimos tornar o senso comum revolucionário contra o
capitalismo e sua barbárie, causa direta do genocídio palestino em suas
formas imperialistas, um pouco mais hegemônico? Acreditamos que não muito.
Juventude
Não podemos deixar de mencionar o movimento estudantil e juvenil. As
jovens estão organizadas em todos os lugares e nosso papel no
sindicalismo é mais do que notável, especialmente nos setores da
juventude e da precariedade, bem como no lazer. Mas o movimento
estudantil também é um exemplo claro.
Tanto no dia 15 de outubro quanto na resposta imediata ao ataque à
flotilha, o movimento estudantil demonstrou sua capacidade de reunir e
mobilizar um grande número de jovens do ensino médio e das universidades
em toda a Catalunha. Muitos de nós, jovens, deixamos as salas de aula e
fomos às ruas participar de manifestações estudantis e unitárias,
tornando-nos parte importante deste dia.
No entanto, os estudantes da classe trabalhadora não ocupam uma posição
estratégica em uma greve, já que não temos o poder de controlar a
produção. Assim, o movimento estudantil, apesar de sua grande
capacidade, torna-se uma forma de organização muito propensa à
mobilização pela mobilização, com tendência à descoordenação ou ao
isolamento do restante do movimento. Por isso, é necessário pensar na
melhor maneira de articular essa força para que ela permaneça coordenada
com as demais formas de organização e que, como estudantes, possamos
contribuir para os objetivos revolucionários das futuras greves.
4. Linhas políticas para traçar uma resposta
Assim, como organizações revolucionárias, temos o dever político de
resolver essas questões para não cairmos na complacência da mobilização
pela mobilização e para sermos capazes de acumular a luta cotidiana com
uma liderança revolucionária. Portanto, devemos definir o que significa
vencer uma greve antes de convocá-la, devemos ter clareza sobre quais
são nossos objetivos específicos, devemos definir uma estratégia clara e
fundamentada. Devemos nos organizar nos sindicatos, ir aos locais de
trabalho, devemos ouvir a classe trabalhadora organizada, nos movimentar
e nos ativar. É em nós, trabalhadores, que reside o poder de mover o
mundo e, portanto, é em nós que reside o poder de detê-lo e
transformá-lo. Que isso nos sirva de consolo para acreditarmos que outro
mundo é possível e que deter o genocídio está em nossas mãos: nas mãos
da classe trabalhadora organizada em escala internacional. Com isso,
vemos claramente, como já sabemos, que a mobilização, com uma liderança
revolucionária, da maioria da nossa classe, é o único caminho para
garantir o nosso sucesso.
Em conclusão, e como dissemos desde o início, criticamos a greve de 15-0
com a plena vontade construtiva de continuar participando nesses
espaços, mas com o objetivo estratégico de organizar uma greve geral que
realmente nos permita avançar. Preparemos nosso trabalho a tempo,
mobilizemos trabalhadores de sindicatos e comitês territoriais,
difundamos a necessidade de organização e a ideia de que somente
organizados podemos realizar tudo. Aumentemos o poder da classe
trabalhadora, amadureçamos nosso senso comum revolucionário e
aprofundemos o caminho rumo ao socialismo libertário, rumo a uma
sociedade sem Estados nem classes.
Batzac - Joventuts Llibertarias
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